domingo, 8 de novembro de 2009

Tribunal constitucional chumba rectificação ao codigo do trabalho


As infracções de empresas relacionadas com a segurança, higiene e saúde no trabalho, que tenham sido cometidas entre 12 de Fevereiro e 1 de Outubro, terão absolvição nos tribunais. É que o Tribunal Constitucional considerou inconstitucional a declaração de rectificação ao novo Código do Trabalho, feita pelo Governo para tentar emendar o vazio legal criado pela nova lei laboral em matéria de contra-ordenações.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Princípio


No Domingo passado a cidade festejou e bem a vitória da mudança. Uma mudança que se desejava, que se queria urgente. O eleitorado expressou a sua vontade. Uma vontade inversa daquela que já nos parecia crónica. No domingo à noite vi pessoas emocionadas, de lágrimas nos olhos. Lágrimas de alegria. Na segunda feira a cidade foi invadida por uma mistica de emoções. Observei pessoas felizes, de sorriso estampado no rosto, que não se continham e falavam de forma entusiasmada da vitória e... observei olhares de semblante entristecido. Vi pessoas inconformados,com pouca vontade de conversa, de " trombinhas" a arrojar no chão (trabalho bastante perto da CMB).
O povo gosta de ver as contrapartidas do voto de confiança naqueles que escolhe para dirigir os destinos do seu País e das suas Autarquias. O povo desta cidade respondeu, e bem,ao descontentamento do trabalho autárquico feito nesta cidade nos últimos quatro anos:Uma mão cheia de nada.Foi o que o presidente cessante nos deixou de herança.
Parabens ao presidente eleito e a toda a equipa que com ele levantou este projecto. Um projecto que se quer cumprido. É tempo de tentar atrair investimento para a cidade de Beja. Sem investimento não há desenvolvimento e, sem desenvolvimento não há criação de emprego.
Parabens Sr Presidente. Desejo-lhe Um bom mandato. Que este seja o primeiro de muitos outros. Está nas suas mãos.

MUDÁSTE?


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

SãoFrancisco de Assis

" Fui trovador me chamaram Francisco,
Cantava alegre nas noites de Assis
Mas já não quero cantar a Rolando
Nem as prozas do grande Amadis.
Fui descobrindo um caminho diferente
Senti na alma um vazio total
não quero amores
que passam e morrem
hoje só canto o meu Rei imortal.

Eu quero ser o Evangelho vivente
abandonar-me em teus braços, Senhor,
como a criança que brinca e dorme,
enquanto o Pai a envolve em Amor.

Vestia trages luxuosos de seda
luzia ao cinto um precioso punhal
hoje, senhores, são estes leprosos
e meu vestido este pobre saial.
Troquei tesouros pela dama pobreza,
prazeres e honras pela santidade
e sou feliz como nunca o fora,
Deus é meu gozo e felicidade. "

Este cantico vem a propósito de, neste Domingo se ter celebrado os 800 anos do nascimento de São Francisco de Assis.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eleições legislativas

Comparando as governações com maioria absoluta existentes no nosso país, quer queiramos, quer não, temos que admitir que o Eng. José Socrates governou muito melhor do que o Dr. Cavaco Silva. O primeiro governou bem com os bolsos vazios enquanto que o segundo, apesar de ter os bolsos cheios (entenda-se dinheiros de Bruxelas) governou péssimamente mal. Discordei muitas vezes da política de José Socrates, nomeadamente no que refere à lei do divórcio e, ainda mais quanto à alteração da lei do aborto (que considero um verdadeiro...aborto) mas, admito que foi um bom 1º ministro, apesar da arrogância. Votei em José Socrates. Fiquei feliz com a sua vitória, principalmente pelo facto de não ter tido uma maioria absoluta. Quando um governante se recusa a ouvir o "outro"é manifestamente sintoma de autoritarismo. Um governo absoluto converte-se em poder absoluto, o que é mau para a democracia de um País. Não há que escamotear.
Nota: Relativamente à imagem do post. Oxalá nosso Senhor esteja surdo...:):)

domingo, 13 de setembro de 2009

Apadrinhamento civil


"O apadrinhamento civil é uma relação jurídica, tendencialmente de carácter permanente, entre uma criança ou jovem e uma pessoa singular ou uma família que exerça os poderes e deveres próprios dos pais e que com ele estabeleçam vínculos afectivos que permitam o seu bem-estar e desenvolvimento, constituída por homologação ou decisão judicial e sujeita a registo civil."



É esta a definição desta novissíma figura jurídica ( artº 2º Lei nº 103\2009 de 11 de setembro). No fundo trata-se de uma alternativa à impossibilidade de adopção.

A expressão "apadrinhamento" é que não me parece um termo muito feliz se tivermos em conta a etimologia da palavra e atendendo ao facto de que vivemos num Estado Laico.

sábado, 12 de setembro de 2009

O cinismo e a liberdade



Um destes dias, dei por mim a pensar nas ameaças à liberdade. Lembrei-me de uma que tende a esconder o horizonte, a atar a esperança e a cansar a imaginação. Lembrei-me do cinismo.
O cinismo, mesmo que não se veja a olho nu, anda por aí... nas crónicas brilhantes dos jornais, em comentários lúcidos e inteligentes. Mas será este reluzente cinismo capaz de iluminar a realidade, capaz de ver para além dos escombros? Nas suas formas mais agudas, o cinismo denuncia sem anunciar nada de novo, vive sentado e convida a uma desilusão comodista incapaz de comover-se e mobilizar-se a favor do bem. Desencantado da vida o cinismo tende a desacreditar aqueles que crêem que a novidade é possível. A estes, com um simpático e altivo paternalismo (será desdém?), gosta de chamar ingénuos.
Este rótulo fácil e preguiçoso, por vezes, chega também às opções editoriais de quem decide as notícias que vemos, lemos ou ouvimos. Neste caso, a dita doença, porque o cinismo é uma doença do olhar, transforma-se numa mordaça subtil com que consciente ou inconscientemente se cala a diferença e a criatividade de quem se lança contra a corrente. Com isto se fecha os olhos a uma parte significativa de lutas escondidas contra a injustiça e a inconformismos criativos.
Nenhum de nós está a salvo do contágio. Andam por aí amarguras perigosas com vontade de passado, assustadas com o presente e paralíticas de futuro. Mas sem horizonte todos os braços se cansam de lutar, apaga-se a imaginação. Libertar o horizonte do cinismo que o esconde, não é ser ingénuo ou superficial é optar por viver acreditando que vale a pena o esforço e a esperança. Este é um bom caminho para manter a liberdade em forma e vitalizar a Democracia.